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terça-feira, 5 de abril de 2011

Dois pelo preço de um...

Hoje contei, foram exatamente 33 inícios de textos, 33 tentativas de escrever algo, 33 pensamentos loucos que passaram na minha cabeça, que só resultaram em alguns minutos jogados fora, na recordação de alguma lembrança má resolvida remoendo no fundo do meu hipotálamo, algum desabafo desnecessário com alguém, uma briga sem motivos com quem merecia, mas não merecia de verdade.
As únicas coisas que consegui escrever foram sobre minha inútil tentativa de buscar respostas para meus questionamentos, ora infantis demais, ora gananciosos demais, e também sobre minha incapacidade de ter certeza de uma escolha.
Odeio ficar triste por que é isso que acontece: ficam zilhões de pensamentos brotando no que deveriam ser o início de uma inspiração tornam-se uma confusão generalizada. Transformo-me em um Sherlock Holmes dos pensamentos aleatórios, acho todos, é impressionante.


Conhecem aquela velha história da velha fiando em seu lugar e a aranha que vem lhe fazer mal?
Cheguei à conclusão de que isso é a metáfora perfeita para todas as nossas perguntas sem respostas, todos nossos questionamentos sem explicações.
Aquilo tudo que fica lhe importunando sem uma resposta específica ou plausível.
E infelizmente sou uma daquelas pessoas que vivem com aranhas nos pensamentos, tecendo suas teias, pode ser que um dia essas teias venham a capturar uma mosca, uma mariposa, ou quem sabe um gafanhoto, mas elas só andam mesmo pegando poeira.
E ultimamente essas teias andam pegando opções, sempre tive problemas em me decidir, como uma boa sagitariana, e ainda fui nascer com ascendente em gêmeos, consigo ser a pessoa mais confusa quando se diz respeito a escolhas, sabe a sensação de estar com um cardápio na mão, ter vários sabores, várias texturas, e não saber o que se quer pedir? – Por favor, garçom, traga-me outro cardápio com menos opções!!!!! Obrigada.
Conclusão disso: tomei a liberdade de não escolher, pra que tentar possuir uma coisa, se talvez você possa experimentar outras, e até mesmo gostar, imagina até se preferir? Acostumei-me a não possuir nada, e que tudo me possua.
Não existe em nenhum lugar escrito que o que eu prefiro é o melhor que existe, e se estivesse também, não sou o tipo de pessoa que acredito em tudo que leio. Posso ter algo que gosto muito, mas prefiro continuar procurando sempre algo melhor, novo, diferente. Nem sempre achamos de primeira uma nova ótima opção, mas pra que parar de buscar?

3 comentários:

Daah O. disse...

Seus textos sem palavras... um toque de Caio F. por aqui, não?

Unknown disse...

rs... caio (se bem que nem conhecia quando escrevi esse), meireles, drummond, machado, lispector =)

Presiso mudar disse...

o começo foi pra quem ? kkk =)
amei,vc consegue se expressar muito bem ...
amo-te bj
Giovannapirolla
SAPS

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